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Operação ‘Bagagem Exata’ verifica balanças utilizadas por companhias aéreas no Aeroporto Eduardo Gomes

Operação ‘Bagagem Exata’ verifica balanças utilizadas por companhias aéreas no Aeroporto Eduardo Gomes

Operação testou 72 balanças de cinco companhias aéreas, inspecionando se instrumentos seguem padrões do Inmetro

O Governo do Estado realizou, na manhã desta quarta-feira (14/07), uma verificação em balanças utilizadas por companhias aéreas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. A operação “Bagagem Exata”, coordenada pelo Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM), verificou se os equipamentos seguem os padrões para pesagem de bagagens, inspecionando se o número informado nos instrumentos é, de fato, o que deve ser cobrado do consumidor.

A operação testou 72 balanças de controle de cinco companhias aéreas fixadas no aeroporto. Os técnicos do órgão avaliaram se os equipamentos atendem a Portaria nº 236/1994, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que estabelece os critérios para comercialização, desde sua fabricação até a utilização de balanças para controle de pesagem de bagagens.

O diretor-presidente do Ipem, engenheiro Márcio André Brito, destaca que o órgão já realiza esse tipo de fiscalização de forma periódica. Entretanto, com o aumento da movimentação no Aeroporto Eduardo Gomes e alguns registros de denúncias por meio da ouvidoria, o órgão determinou a execução da operação.

“Um dos ensaios mais precisos é a pesagem de 23 quilos, porque sabemos que a partir daí é cobrado excesso. Recebemos algumas denúncias de consumidores afirmando que sua bagagem não tinha 23 quilos e mesmo assim teve que pagar o excesso. Para eliminar essa dúvida, estamos realizando todos os ensaios em todas as companhias aéreas”.

Em relação a orientações para usuários dos serviços prestados pelas companhias aéreas, o diretor-presidente do Ipem-AM pontuou procedimentos capazes de evitar erros no momento da pesagem, e assim, impedir cobranças indevidas.

“O que orientamos, ainda na hora do check-in, é verificar se a balança está zerada, se está iniciando do zero. Verificar se tem um selo do Inmetro, o que significa que o Ipem testou aquele equipamento. E, ainda assim, se aquele consumidor tiver dúvidas, que denuncie na nossa ouvidoria. O número é o 0800-092-2020”, informou.

Testagem – De acordo com o chefe de fiscalização do Ipem-AM, Adriano Cardoso, o procedimento para testagem das balanças consistiu em usar pesos variados inseridos pela equipe técnica para comparar se o valor informado é o cobrado do consumidor.

“Existe um erro máximo admissível para esses ensaios de verificação. No caso dessas balanças, o erro máximo admissível é de 100 gramas, para mais ou para menos. Está sendo verificado pelos técnicos do Ipem, e caso haja alguma irregularidade a balança vai ser interditada e autuada”, destacou Adriano.

Ao final dos trabalhos, nenhuma irregularidade foi constatada nos equipamentos, porém, em caso de fraude contra o consumidor, o Ipem-AM informa que as empresas podem ser autuadas, e os instrumentos, interditados, até que sejam feitas as correções. A multa pode chegar a R$ 1,5 milhão.

Segurança – Com viagem marcada para o Rio Grande do Sul, a dona de casa Carmen Sinfrônio, de 27 anos, contou que em outras ocasiões precisou pesar caixas nas balanças, porém, duvidou do peso informado pela balança da companhia. Segundo ela, o procedimento se torna mais seguro com aparelhos verificados.

“Eu acredito que é muito importante, porque quando a gente viaja, nós queremos segurança, queremos que tudo vá certo e que tudo fique bem. Ver a fiscalização hoje faz a gente ter certeza de que nós não estamos sendo lesados, que nós não estamos pagando por algo que nós não estamos consumindo”.

O estudante José Pimentel comenta que sempre busca verificar o peso das bagagens antes da viagem. No entanto, avalia que o procedimento merece, de fato, uma atenção maior para evitar prejuízos ao consumidor.

“Com certeza, porque no caso sempre é cara a passagem, então a gente prefere pagar caro, mas que seja bem utilizada, né, no caso das bagagens, para não ter erro na balança. A viagem fica mais tranquila, não tem preocupação de exceder o limite de bagagem ou pagar um pouco mais caro pela bagagem, nada dessas coisas”.

FOTOS: Tácio Melo/Secom

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